Na era da inteligência artificial, quem chama atenção são os deputados virtuais

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(Imagem: Stokkete/Shutterstock)

A inteligência artificial avança de forma arrebatadora mundo afora. E em plena era em que tudo é digital, o tema debatido na Alerj, nesta quinta-feira (16), foram os “deputados virtuais”.

Carlos Minc (PSB) pediu a palavra, chateado com o plenário esvaziado nas sessões matinais das quintas. Propôs ao presidente Rodrigo Bacellar (União Brasil) que as presenças online sejam limitadas à metade das sessões.

“Não sou contra a votação online. Mas às vezes nem dá para discutir uma emenda de um deputado a um projeto porque ele não está presente”, disse o ex-ministro.

Uma das deputadas virtuais desta quinta, Franciane Motta (Pode) tratou de tirar o dela da reta. “Eu estou online, mas estou prestando atenção na sessão”, explicou-se.

Bacellar tranquilizou Minc, mas fez questão de salientar que não é entusiasta da predominância do “online” no dia a dia: “Infelizmente até no Congresso Nacional está assim, mas agradeço a observação de vossa excelência”.

Quem encerrou o debate foi o veterano Luiz Paulo (PSD), saudosista do mundo analógico, mas usuário assumido do ChatGPT. “Minha forma de protesto é minha presença física todo dia”, encerrou.

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