Faxina, austeridade e distanciamento da política tradicional viraram marcas exaltadas pela gestão interina do Estado.
Mas, na prática, é impossível preencher todos os espaços apenas com perfis técnicos. Nos corredores e elevadores de diversas secretarias, é possível avistar personagens conhecidos de antigas gestões de volta ao poder.
São nomes que já passaram por outros governos, conhecem a máquina pública, acumulam trânsito político e carregam experiência — e política — no DNA.
Tem também os que ficaram e seguem como se nada tivesse acontecido. Na Saúde, por exemplo, uma subsecretária executiva tem chamado atenção por seguir no mesmo ritmo de antes.
Quem conhece a máquina sabe que, muitas vezes, cargos de segundo e terceiro escalão concentram mais poder do que os “cabeças”. Além disso, mudanças bruscas dessas peças podem travar a gestão.
Teve gente que ficou e segue mandando. E velhas figurinhas de volta ao jogo de olho em secretarias bem fartas de orçamento. Faz parte. São coisas da política!
