Ranking da desonra
Sob o governo Lula, o Brasil encerrou 2025 com a medalha de lata no Índice de Percepção da Corrupção (IPC). Foram míseros 35 pontos, o que nos garante a 107ª posição entre 185 países — empatados com o Sri Lanka, que certamente não deve estar comemorando essa companhia. É o segundo pior resultado da história, só não superando o vexame de 2024, quando a nota foi 34. Em outras palavras: continuamos atolados no mesmo lamaçal.
O mundo avança, o Brasil patina
Enquanto a Dinamarca ostenta 89 pontos e lidera como exemplo de integridade, o Brasil se arrasta abaixo da média global (42 pontos) e da média das Américas (também 42). Ou seja, estamos oficialmente abaixo da linha da decência.
Quem decide essa nota?
Não é o “povão” que dá o veredito, mas especialistas e executivos que analisam práticas como suborno, desvio de dinheiro público e uso indevido de cargos. São 13 fontes independentes, incluindo Banco Mundial, Fórum Econômico Mundial e até o jornal The Economist. Em resumo: não é achismo, é diagnóstico técnico.
Jornalismo na linha de fogo
O relatório lembra que países com notas abaixo de 50 pontos — grupo em que o Brasil se encontra — são os mais perigosos para jornalistas que ousam denunciar corrupção. Mais de 90% dos assassinatos de repórteres ocorreram nesses lugares. Estamos, portanto, na turma errada.
O crime organizado bate palmas
Como se não bastasse, a Transparência Internacional lançou também a Retrospectiva 2025, apontando que o crime organizado avança sobre as estruturas do Estado brasileiro. Escritórios de advocacia e o sistema financeiro aparecem como peças-chave nesse xadrez da ilegalidade. A entidade fala em “captura” de parte do poder público por interesses ilícitos.
Conclusão: o Brasil no buraco
Em vez de subir no ranking, o país se acomoda no fundo, como se a corrupção fosse parte do DNA nacional. O resultado é claro: enquanto outros países discutem inovação e prosperidade, o Brasil segue discutindo quem desviou o quê e como.


