A eleição presidencial de 2026 ganhou um novo ingrediente de tensão. Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (1º) mostra Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) empatados numericamente em um eventual segundo turno: 44% para cada um.
O resultado acende o alerta no campo governista. Em julho, Lula aparecia à frente, com 45%, enquanto Flávio tinha 42%. Agora, a vantagem desapareceu.
O levantamento ouviu 2 mil eleitores em todo o país entre 27 e 31 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o código BR-03490/2026.
No cenário Lula x Flávio, 9% afirmaram que votariam branco ou nulo e 3% não souberam ou não responderam.
Caiado vira o jogo
A pesquisa também testou outros confrontos. E um deles chama atenção: Ronaldo Caiado (PSD) aparece numericamente à frente de Lula.
Na simulação, Caiado marca 45%, contra 43% do petista. Brancos e nulos somam 8%, enquanto 4% não souberam ou não responderam.
Contra Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 43%, ante 40% do governador de Minas Gerais.
Já diante de Renan Santos (Missão), o petista registra 44%, contra 37% do adversário. No confronto com Pablo Marçal (PRTB), Lula marca 44%, contra 40% de Marçal.
Lula lidera no 1º turno, mas Flávio encosta
No primeiro turno, Lula continua na liderança. No cenário sem Pablo Marçal, o presidente aparece com 38%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 30%, e Augusto Cury (Avante), com 11%.
Com Marçal na disputa, Lula mantém os 38%, enquanto Flávio registra 29%. Augusto Cury tem 10% e Renan Santos aparece com 6%.
Marçal foi incluído em um dos cenários por ter solicitado o registro de candidatura dentro do prazo, embora esteja inelegível até 2032 e ainda aguarde decisão da Justiça Eleitoral sobre seu registro.
A fotografia da pesquisa, portanto, mostra uma corrida que começa a ficar mais apertada: Lula ainda lidera o primeiro turno, mas perdeu a vantagem que tinha sobre Flávio em uma eventual segunda rodada.
E o dado que mais chama atenção é justamente esse: se a eleição fosse hoje, Lula e Flávio Bolsonaro estariam rigorosamente empatados em 44% no segundo turno.
