O estupro coletivo de uma adolescente de 13 anos por traficantes de uma comunidade em São João de Meriti incendiou o plenário da Alerj nesta quarta-feira (4). Deputados de direita aproveitaram a sessão para atacar o que chamaram de “silêncio cúmplice” da esquerda diante da barbárie. A deputada Índia Armelau (PL) afirmou ter enviado ofício à Comissão de Assuntos da Criança, do Adolescente e do Idoso pedindo apoio e proteção à vítima, destacando que “é o mínimo que a gente pode fazer”.
Poubel dispara contra a esquerda
O deputado Filippe Poubel (PL) foi ainda mais incisivo. Ele acusou a esquerda de hipocrisia ao defender direitos humanos apenas quando policiais entram em comunidades. “Quando a polícia invade a favela e mata vagabundo, eles aparecem. Mas quando uma menina de 13 anos é estuprada e baleada por bandidos, ficam calados”, disparou.
Em apelo ao secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, pediu que os criminosos não sejam apenas presos, mas abatidos: “São monstros”. Poubel ironizou ainda: “Se fosse filha de vocês, não ficariam em silêncio”.
Prefeito Léo Vieira também reage
O prefeito Léo Vieira classificou o caso como “atrocidade inimaginável” e garantiu suporte psicológico e neurológico à vítima. A Polícia Militar reforçou o policiamento na região, enquanto a Polícia Civil iniciou diligências para identificar os envolvidos. Até o momento, não há prisões.
O crime bárbaro
Segundo a denúncia, a adolescente estava em uma praça com uma amiga quando foi sequestrada por sete traficantes armados do TCP. Cinco deles participaram do estupro, que teria sido motivado pelo fato da menina ter ido a um baile funk numa comunidade dominada pelo CV.
A vítima sofreu um disparo de raspão na cabeça e foi ameaçada para não denunciar. Internada, recebe acompanhamento médico e psicossocial, e seu estado de saúde é considerado estável. A investigação corre sob sigilo na Delegacia de Atendimento à Mulher.
Direitos humanos seletivos
O episódio escancara uma contradição que virou munição política: a defesa de “direitos humanos” que parece valer mais para criminosos do que para vítimas. Enquanto a direita vocifera contra a barbárie, a esquerda permanece em discreto recolhimento. Nenhuma nota oficial, nenhum discurso inflamado. O silêncio, neste caso, fala mais alto do que qualquer palavra.
