Imposto não é aluguel: PEC que limita IPVA a 1% e ‘devolve’ o carro ao dono já com apoio de 204 deputados

Jefferson Lemos
A mudança é simples e, ao mesmo tempo, ousada: o IPVA deixaria de ser calculado pela Tabela Fipe e passaria a considerar apenas o peso do automóvel (Reprodução)

Motoristas podem respirar aliviados: a PEC 3/26 promete reduzir o IPVA e atacar de frente o que muitos chamam de “aluguel pago ao governo pelo próprio carro”. A proposta já chega com peso político — 204 deputados declararam apoio — e mexe diretamente no bolso de quem hoje vê o imposto variar entre 1% e 4% do valor de mercado do veículo.

Peso, não preço

A mudança é simples e, ao mesmo tempo, ousada: o IPVA deixaria de ser calculado pela Tabela Fipe e passaria a considerar apenas o peso do automóvel. Nada de pagar mais caro porque o carro é novo ou valorizado, o que atualmente desestimula a renovação da frota. Além disso, o imposto teria um teto de 1% sobre o preço de venda, limitando a voracidade arrecadatória.
Para completar, estados poderiam conceder descontos a veículos menos poluentes, premiando quem aposta em modelos mais sustentáveis.

Crítica ao modelo atual

Os autores da PEC não economizam nas palavras: dizem que o sistema vigente é uma “anomalia tributária”, já que cobra continuamente sobre um bem que se desvaloriza. A comparação internacional reforça o argumento: em países como Estados Unidos e Japão, o critério é físico — peso — e não financeiro.

Caminho legislativo

A PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se passar, segue para uma comissão especial e, depois, para votação em Plenário. O tom é de disputa, mas com 204 deputados já na linha de frente, a proposta entra no jogo com vantagem.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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