Vagão feminino 24h: nova lei contra o assédio amplia segurança nos transportes do Rio

Jefferson Lemos
Objetivo é ampliar a proteção das passageiras diante da persistência de casos de assédio em horários alternativos (Divulgação)

O Projeto de Lei 7187/2026, publicado nesta quarta-feira (4) em Diário Oficial pelo presidente em exercício da Alerj, Guilherme Delaroli (PL), promete mudar radicalmente a rotina das passageiras nos trens e metrôs do Rio de Janeiro. A proposta altera a Lei 4.733/2006 e determina que os vagões exclusivos para mulheres sejam disponibilizados 24 horas por dia, sem restrição de horários.

A iniciativa foi construída em parceria com Charlles Batista, conselheiro da Agetransp e figura já conhecida nas redes sociais pelo trabalho firme contra o assédio sexual nos transportes públicos. Em vídeo divulgado nas plataformas digitais, Delaroli e Batista anunciaram juntos a medida, que deve entrar em pauta na próxima semana.

O que muda

* Antes: vagões exclusivos apenas nos horários de pico (6h às 9h e 17h às 20h).
* Agora: exclusividade garantida em qualquer horário do dia ou da noite.
* Objetivo: ampliar a proteção das passageiras diante da persistência de casos de assédio em horários alternativos, quando há menor fiscalização e maior vulnerabilidade.

Vozes da mudança

“Aquele horário restrito não existirá mais. Agora será 24 horas por dia”, afirmou Delaroli.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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