A cobrança por sacolas plásticas em supermercados virou alvo de um novo embate na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Em discurso contundente nesta quinta-feira (7), a vereadora Alana Passos (PL) anunciou a apresentação de um projeto de lei para proibir a prática — e fez um apelo direto aos colegas pela aprovação da proposta.
As penas para estabelecimentos que descumprirem incluem multas de R$ 5 mil por infração, interdição e até cassação de alvarás de funcionamento para casos de reincidência. A iniciativa surge em meio à crescente insatisfação de consumidores que, além da alta nos preços dos alimentos, passaram a arcar também com o custo das sacolas.
“A pessoa já tem que pagar arroz, feijão, açúcar… e ainda precisa pagar pelas sacolas. Isso é constrangedor”, disparou a parlamentar, ao relatar um episódio que motivou o projeto, envolvendo um casal de idosos humilde, que contava moedas para pagar pelas compras e ainda pelas sacolas.
Alana questionou o principal argumento usado para justificar a cobrança — a preservação ambiental — e acusou incoerência na aplicação da medida.
“Disseram que era para salvar o meio ambiente. Mas as sacolas continuam sendo usadas, só que agora cobradas. No sacolão, por exemplo, o plástico continua lá, sendo distribuído normalmente”, criticou.
Para a vereadora, a política atual transfere o custo ao consumidor sem resolver o problema ambiental. “A preocupação não está com quem paga no final. O mercado lucra com as sacolas e o meio ambiente continua sendo prejudicado”, afirmou.
Durante o discurso, ela também rebateu possíveis questionamentos sobre a legalidade da proposta. Segundo Alana, já existem iniciativas semelhantes em outras cidades do país onde a cobrança foi suspensa.
“Antes que digam que é inconstitucional, já há leis em vários municípios onde não se cobra mais pelas sacolas plásticas”, argumentou.
Ao encerrar, a vereadora reforçou o apelo político: “Peço aos nobres colegas que olhem para quem está pagando essa conta”.
