A pauta foi clara e direta: prefeitos de 14 municípios produtores de petróleo reuniram-se com o governador interino e presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, em defesa dos royalties. No encontro, ocorrido nesta terça-feira (7), eles entregaram um estudo que detalha os impactos da redistribuição da receita, suspensa por liminar, mas que será julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 6 de maio.
A reunião foi articulada pelo prefeito de Campos e presidente da Ompetro, Frederico Paes (MDB). Em gesto simbólico, a reunião não ocorreu no Palácio Guanabara, mas no Tribunal de Justiça, reforçando o papel duplo do governador interino.
“Vivemos um momento único, com um governador em exercício que também preside o Tribunal de Justiça, com conhecimento jurídico e autoridade para defender os royalties dos municípios produtores e do estado junto ao STF”, destacou Paes.
O documento entregue pelos prefeitos alerta para prejuízos não apenas às cidades produtoras, mas a todo o país, caso a redistribuição seja confirmada. “Não se trata apenas de gestão de números, mas da vida das pessoas”, reforçou Paes.
Ricardo Couto respondeu em tom de união e alerta:
“Este encontro representa um marco. Sem os royalties, os municípios poderão enfrentar prejuízos incalculáveis, sobretudo em áreas como saúde e educação. A sociedade inteira sentiria os efeitos.”
Participaram da reunião os prefeitos de Angra dos Reis, Araruama, Búzios, Arraial do Cabo, Carapebus, Casimiro de Abreu, Iguaba Grande, Macaé, São Francisco de Itabapoana, São João da Barra e Quissamã.
A mobilização reforça a estratégia conjunta de defesa do Rio de Janeiro diante da possibilidade de perder uma das principais fontes de receita — e coloca Ricardo Couto, em sua estreia política, no centro de uma batalha decisiva para o futuro econômico do estado.
- com informações do Tempo Real
