Não é só música — pode ser influência. O Governo do Estado do Rio publicou nesta terça-feira (9) uma lei que coloca no radar um tema espinhoso: o impacto de letras e conteúdos que podem estimular sexualização precoce e até normalizar a proximidade com o crime.
A Lei nº 11.214/26 cria uma política de conscientização sobre os efeitos da música na saúde mental e física. Na prática, o Estado quer jogar luz sobre o que muita gente já suspeita: o que toca no fone pode moldar comportamento, emoções e até escolhas — principalmente entre os mais jovens.
Autor da proposta, o deputado Arthur Monteiro (Solidariedade) diz que não se trata de censura, mas de alerta. A música, segundo ele, pode ser ferramenta de cura e educação — ou reforçar padrões e narrativas que impactam diretamente a forma de pensar e agir.
O plano inclui campanhas em escolas e na mídia, treinamento de professores e até uma plataforma digital para explicar, de forma direta, como o conteúdo consumido afeta o cérebro e o comportamento. Também está prevista a criação de um comitê com especialistas para acompanhar estudos sobre o tema.
Com a juventude no centro da discussão, o Rio entra de vez em um debate que divide opiniões: onde termina a liberdade artística e começa o impacto social?
No fim, a mensagem é reta: não é só dar play. É saber o que você está deixando entrar na sua cabeça.
