Mesmo com medidas de apelo popular do governo como a isenção do Imposto de Renda, o programa Desenrola para endividados e até a redução da taxa das “blusinhas” – em pleno ano eleitoral, Flávio Bolsonaro (PL) segue como o nome com mais chance de vencer Lula no segundo turno.
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra Lula com 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio. A diferença de seis pontos encerra o empate técnico, mas não muda o principal: o senador continua sendo o adversário mais competitivo contra o presidente.
E o histórico recente mostra isso. Em maio, Lula tinha 42% contra 41% de Flávio. Em abril, o cenário era invertido: 42% a 40% para o senador. Em março, empate total: 41% a 41%. Ou seja, a disputa segue viva — e oscilando dentro da margem.
Quando entram outros nomes da direita, o quadro reforça o peso de Flávio. Contra Romeu Zema (Novo), Lula vence por 45% a 35%. No confronto com Ronaldo Caiado (PSD), o placar também é de 45% a 35%. Já diante de Renan Santos (Missão), a vantagem é ainda maior: 45% a 31%.
Mesmo após desgaste recente, o senador mantém uma base sólida e segue sendo o nome que mais concentra o voto da direita em um eventual segundo turno.
A pesquisa também acende alerta para a mudança entre os eleitores independentes — cerca de um terço do eleitorado e decisivos na disputa. Nesse grupo, Lula abriu vantagem (37% a 24%), puxado justamente pelo impacto das medidas econômicas recentes.
Foram ouvidas 2.004 pessoas entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
