O cordão com estampa de quebra-cabeça, símbolo associado ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), entrou no centro de uma polêmica no Rio: uso indiscriminado, confusão geral e até gente tentando levar vantagem.
Diante do cenário, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou a Lei 10.720/25, do deputado Marcelo Dino (PL), que restringe o uso do acessório a pessoas com autismo comprovado.
O problema? O cordão é vendido livremente — e acabou virando alvo de uso por estética, “apoio à causa” e, segundo denúncias, até para furar fila.
“Já vi pessoas usando para acessar filas preferenciais”, relata Bruna Martins, do projeto Voz Atípica. Para ela, a situação saiu do controle. “Quando todo mundo usa, ninguém leva a sério.”
A lei tenta colocar ordem na casa. O texto também reconhece o uso do cordão de girassol, já previsto na Lei 13.977/2020.
Mães atípicas na lei
Outra medida aprovada foi a Lei 11.186/26, do deputado Fred Pacheco (PL), que cria uma identificação oficial para mães atípicas.
O documento será emitido pelo Detran-RJ e pode garantir acesso a apoio psicológico, capacitação e benefícios.
