Chega de espera, ônibus quebrado e informação zero. O Ministério Público do Rio (MPRJ) entrou em campo e cobrou mudanças urgentes no transporte público de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos. A bronca veio após uma enxurrada de reclamações de passageiros — e agora a prefeitura, a secretaria de Mobilidade e a empresa Auto Viação Salineira estão na mira.
Os relatos são pesados: veículos sem manutenção, poucos horários, itinerários confusos e falta total de informação para quem depende do serviço todos os dias. Diante do cenário, a promotoria decidiu agir e formalizou nesta segunda (15) uma recomendação exigindo melhorias imediatas e mais transparência sobre como o sistema está sendo tocado.
Entre as cobranças, está a apresentação, em até 15 dias, de um cronograma claro sobre a concessão do transporte público — aquele processo que define quem opera e como opera o serviço. A ideia é abrir a “caixa-preta” e permitir que a população acompanhe o que está sendo feito.
Outra exigência é direta: em até 10 dias, a prefeitura deve criar uma página oficial com tudo que o usuário precisa saber — linhas, horários, itinerários atualizados, canais de reclamação e até o contrato que permite a operação da empresa na cidade. Informação básica que hoje, segundo o MP, simplesmente não chega ao passageiro.
Agora, prefeitura, secretaria e empresa têm 10 dias úteis para responder se vão cumprir — total ou parcialmente — as medidas. E mais: terão que provar, com documentos, o que já foi feito e o que ainda vai sair do papel. O recado foi dado: ou melhora o transporte, ou a pressão só aumenta.
