A decisão dos Estados Unidos caiu como uma bomba — e já provocou reação imediata no Congresso. Deputados do PL também partiram pra cima com um projeto que pode virar o jogo no combate ao crime: ampliar o conceito de terrorismo no Brasil e enquadrar facções e milícias com mais rigor.
O texto é puxado por General Pazuello (PL-RJ), com apoio de Osmar Terra (PL-RS), Sargento Fahur (PL-PR), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) e Coronel Meira (PL-PE). O recado é direto: vai endurecer.
O que muda na prática?
Se passar, o Brasil pode começar a tratar como terrorismo ações que hoje ficam “só” no crime organizado.
Entram no radar:
– ataques para espalhar medo
– pressão sobre autoridades
– ações para desestabilizar o país
E os alvos vão muito além:
– hospitais
– escolas
– bancos
– energia
– combustíveis
– internet e telecomunicações
Até ataque hacker entra na conta. A pena? Pesada: 12 A 30 anos — e pode piorar. E tem mais: protesto violento pode virar terrorismo. Hoje, movimentos sociais estão protegidos na lei. Com o novo texto, essa proteção cai se houver violência ou ameaça.
Na prática: passou do limite, pode ser tratado como terrorismo. Os autores dizem que a medida é para impedir “escudo político” para atos violentos.
Crime organizado na mira total
O projeto ainda se conecta à Lei Antifacção (Lei 15.358/2026), que mira o dinheiro das facções. A estratégia é sufocar por dois lados:
– cadeia mais dura
– bolso estrangulado
Tramitação já começou
O projeto agora entra nas comissões da Câmara. Pode mudar, pode travar, pode avançar. Mas uma coisa já ficou clara: O debate sobre tratar facção como terrorismo voltou — e dessa vez, com força.
