O coronel Aristheu de Goes Lopes mal assumiu — e já caiu. Nomeado no último dia 8 para a subsecretaria adjunta de Controle da Polícia Militar, ele foi exonerado nesta segunda (15) após a repercussão do caso Herus explodir no Rio.
O nome do oficial voltou ao centro da polêmica por causa do período em que comandava o Bope, unidade envolvida na operação que terminou com a morte do jovem Herus, durante uma festa junina no Morro de Santo Amaro, no Catete.
Herus estava no evento quando foi atingido por disparos feitos por policiais. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Glória D’Or, mas não resistiu.
Investigações do Ministério Público do Rio apontam: o jovem não fez qualquer gesto de ameaça contra os agentes.
Os dois PMs envolvidos seguem afastados e aguardam julgamento no Tribunal do Júri.
Apesar de não ser investigado nem acusado de participação direta no caso, Aristheu já havia sido afastado do comando do Bope na época. Sua nomeação reacendeu críticas fortes nos bastidores políticos e entre entidades de direitos humanos — e a pressão falou mais alto.

