O Senado vai passar por uma verdadeira reviravolta em 2026. Dos 54 senadores que encerram o mandato em fevereiro de 2027, apenas 32 tentarão continuar no cargo. Outros 10 vão disputar outras posições ou entrar nas chapas como suplentes. E 12 simplesmente ficarão fora da eleição.
Traduzindo: pelo menos 22 das 54 cadeiras em disputa já estão com troca de dono garantida.
E a conta pode ficar ainda maior.
Até 63 cadeiras podem mudar de mãos
Além das 54 vagas que serão renovadas diretamente, nove senadores que ainda têm mandato até 2031 decidiram disputar governos estaduais.
Estão nessa lista nomes como Sergio Moro (PL-PR), Omar Aziz (PSD-AM), Renan Filho (MDB-AL), Cleitinho (Republicanos-MG), Wilder Morais (PL-GO) e Efraim Filho (PL-PB).
Se perderem, continuam senadores. Se vencerem, deixam o Senado e abrem espaço para os suplentes.
Resultado: até 63 das 81 cadeiras da Casa podem mudar de ocupante após as eleições.
Nomes de peso já deixaram a disputa
Entre os senadores que não tentarão a reeleição está Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que decidiu disputar a Presidência da República.
Eduardo Girão (Novo-CE) também mudou de rota e será candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema. Já Marcos Rogério (PL-RO) tenta chegar ao governo de Rondônia.
Outros senadores partiram para disputas pela Câmara ou aceitaram entrar em chapas como suplentes.
Senado será campo de batalha
A eleição de 2026 pode redesenhar completamente a correlação de forças no Senado.
E isso significa muito mais do que trocar nomes nas cadeiras.
O resultado terá impacto direto em CPIs, PECs, indicações ao STF, processos de impeachment, anistia, segurança pública e pautas de costumes.
Em resumo: a eleição de 2026 não vai apenas renovar o Senado. Pode virar o tabuleiro político de cabeça para baixo.
