Dois anos depois da morte de Silvio Santos, o nome de um dos maiores ícones da televisão brasileira continua presente no Rio de Janeiro — e agora também em uma das principais portas de entrada da cidade.
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) transformou em lei uma série de homenagens ao comunicador, reconhecendo sua trajetória, sua ligação com o estado e a importância de um personagem que começou vendendo produtos nas ruas do Rio e acabou construindo um dos maiores impérios da comunicação do país.
A homenagem mais recente é a Lei nº 11.140/26, do deputado Rosenverg Reis (MDB), que dá à estação das Barcas da Praça XV o nome de “Estação Praça XV de Novembro – Silvio Santos”.
E não é uma homenagem qualquer: o local tem ligação direta com o começo da trajetória empresarial de Senor Abravanel.
Das barcas para a televisão
Antes de conquistar o Brasil com auditórios, aviões, bordões e o famoso “Quem quer dinheiro?”, Silvio Santos começou sua história como empreendedor no Rio.
Nas barcas que faziam a ligação entre Rio e Niterói, ele vendia produtos e desenvolvia a habilidade de comunicação que, anos depois, seria sua principal marca.
Agora, décadas depois, o mesmo local passa a carregar oficialmente seu nome.
A homenagem fecha um círculo: o espaço onde o jovem Senor Abravanel começou a construir sua trajetória passa a eternizar o nome do homem que se tornou Silvio Santos.
Para Sara Abravanel, diretora-geral do SBT Rio e irmã do comunicador, a homenagem tem um significado ainda maior justamente por estar ligada aos primeiros passos do irmão.
“Fiquei profundamente feliz e emocionada ao vê-lo receber essa homenagem justamente no local onde deu os primeiros passos de sua trajetória como homem de negócios, comunicador e animador”, afirmou.
Segundo Sara, manter o nome de Silvio Santos associado a esses lugares também ajuda a preservar sua memória para as novas gerações.
“Silvio Santos foi um homem extraordinário, um ícone da comunicação brasileira e uma inspiração para milhões de pessoas. Saber que seu legado continua sendo lembrado com tanto carinho e respeito nos enche de orgulho e emoção”, disse.
Homenagens começaram em vida
A relação entre Silvio Santos e o Rio, porém, já era reconhecida pela Alerj muito antes de sua morte.
Em 1976, o comunicador recebeu o título de Carioca Honorário, em reconhecimento à sua trajetória e à ligação construída com a cidade onde nasceu.
Mais de 20 anos depois, em 1999, veio outra homenagem de peso: a Medalha Tiradentes, maior honraria concedida pela Assembleia Legislativa.
Na época, Silvio Santos já era uma das figuras mais conhecidas da televisão brasileira e presidente do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT).
Agora, em 2026, seu nome volta ao plenário da história do Rio com uma homenagem permanente em um dos pontos mais tradicionais da cidade.
Um nome que virou memória
Silvio Santos morreu em 17 de agosto de 2024, aos 93 anos.
Dois anos depois, sua voz, seus bordões e sua imagem continuam vivos na memória de milhões de brasileiros. No Rio, essa memória ganhou também um endereço oficial.
De Carioca Honorário a medalha máxima da Alerj, e agora com uma estação batizada em sua homenagem, o legado de Silvio Santos atravessa gerações.
Mais do que uma placa ou um nome de estação, a homenagem resgata a história de um garoto da Lapa que começou pequeno, ganhou as ruas, chegou ao rádio, conquistou a televisão e acabou se tornando um dos maiores símbolos da comunicação brasileira.
E, no Rio, a história de Silvio Santos continua passando pelas barcas.
