Em palanque com Lula em Bangu, candidato ao governo do Rio acusa grupo político de ter ligação com o crime e diz que eleição será uma disputa para “salvar” o estado
O discurso de Eduardo Paes (PSD) em Bangu, neste sábado (22), veio com ar de confronto. Ao lado do presidente Lula (PT), o candidato ao governo do Rio afirmou que o crime organizado teria chegado ao coração do poder estadual e disparou contra seus adversários.
“Com essa turma, o crime organizado sentou no Palácio Guanabara”, afirmou Paes, arrancando aplausos da plateia no Estádio Moça Bonita.
Na sequência, o ex-prefeito do Rio citou a atuação da Polícia Federal e fez uma acusação direta envolvendo um de seus adversários.
“Se não fosse a Polícia Federal brasileira entrar aqui e investigar a relação da política com o crime, quem seria meu adversário nessa eleição está preso. Tem nome e sobrenome”, disse Paes, ao mencionar Rodrigo Bacellar.
O candidato tentou transformar o discurso em um chamado à união do campo político que apoia Lula. “O Brasil não se salva se o Rio não se salvar”, afirmou.
Disputa pelo Senado entra no palanque
O ato também foi usado para reforçar a chapa ao Senado. Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD) participaram do evento e defenderam a eleição dos dois nomes apoiados pela aliança.
Benedita fez um apelo para que os eleitores não desperdicem o segundo voto para o Senado.
“São dois votos no estado do Rio de Janeiro. Compreendam isso”, afirmou.
A estratégia também foi defendida por Marcelo Freixo (PT), candidato a deputado federal. Segundo ele, a esquerda precisa apostar nos nomes com maior potencial para derrotar candidatos da direita.
Com a campanha esquentando, o palanque de Bangu deixou um recado claro: Paes pretende transformar a eleição para o governo do Rio em uma disputa não apenas por votos, mas também pelo discurso de combate ao crime e pela tentativa de afastar seus adversários das áreas mais sensíveis da política fluminense.
