O senador Eduardo Girão (Novo-CE) resolveu colocar freio nos voos oficiais e apresentou o Projeto de Lei 817/2026, que redefine o uso das aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). A ideia é simples — e um tanto incômoda para quem se acostumou com mordomias: só presidente e vice-presidente terão acesso regular aos aviões. Para os demais, apenas em casos de “caráter excepcional”, como segurança nacional ou emergências médicas.
Fim da farra aérea
Nada de usar avião da FAB como se fosse Uber de luxo. O projeto veta deslocamentos por conveniência pessoal ou interesses privados. Em outras palavras: adeus às viagens de fim de semana disfarçadas de agenda oficial.
Transparência sem turbulência
Cada voo terá de ser registrado em um portal público, com lista de passageiros, destino e finalidade. Quem tentar burlar a regra poderá ser enquadrado por uso indevido de bem público.
Assentos para quem precisa
Enquanto autoridades terão de se contentar com menos privilégios, cidadãos em situação de vulnerabilidade ganham espaço. Pelo menos duas vagas por voo serão reservadas para pacientes que precisem de tratamento médico fora de sua cidade, com direito a acompanhante.
Resgate da vocação humanitária
Segundo Girão, a medida devolve à aviação militar seu papel histórico de integração nacional e apoio social. Vagas ociosas também poderão ser destinadas a moradores de regiões remotas.
Recado claro
O senador quer eficiência no uso dos recursos públicos e reforçar o caráter social da FAB. Em resumo: avião da Força Aérea não é táxi aéreo para autoridades — é ferramenta de serviço ao país.
