O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializou nesta terça-feira sua filiação ao PSD, em ato acompanhado pelos colegas Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Jr. (Paraná). O gesto, que deveria simbolizar união, acabou escancarando um dilema interno: o partido agora abriga três governadores com ambições presidenciais para 2026.
União no discurso, disputa na prática
No vídeo divulgado nas redes sociais, Caiado garantiu que não há espaço para projetos pessoais e que o candidato escolhido terá apoio dos demais. Leite reforçou a ideia de desprendimento, afirmando que o Brasil deve vir antes das aspirações individuais. Ratinho Jr. celebrou a chegada do goiano, destacando a força da parceria. Mas, nos bastidores, a leitura é clara: há excesso de caciques e poucos índios para sustentar tantas lideranças nacionais.
Kassab no papel de árbitro
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, terá de administrar o equilíbrio entre três nomes fortes, cada um com base sólida em seus estados e perfis distintos. A missão é evitar que a multiplicidade de pré-candidatos fragmente o partido e comprometa o projeto nacional.
O desafio de 2026
Com Caiado, Leite e Ratinho Jr. em cena, o desafio será transformar essa pluralidade em força e não em rivalidade. Se não conseguir, corre o risco de se perder em disputas internas e confirmar a máxima: muito cacique para pouco índio.
