O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), não perdeu tempo: diante da brutalidade contra o cachorro comunitário Orelha, pediu a revisão da maioridade penal. Em vídeo divulgado nesta semana, afirmou que a violência “não é ato isolado” e que adolescentes envolvidos em crimes dessa natureza não podem se esconder atrás de punições brandas. “Um jovem de 15, 16 ou 17 anos realmente não sabe o que está fazendo?”, questionou, em tom de indignação.
Orelha, vítima da crueldade adolescente
Orelha, também chamado de Preto, vivia há quase dez anos na Praia Brava, em Florianópolis. Foi encontrado gravemente ferido após dias desaparecido. A suspeita é de que quatro adolescentes de classe alta tenham usado pedaços de madeira para agredi-lo. Os ferimentos foram tão severos que o animal precisou ser submetido à eutanásia. Antes disso, o mesmo grupo já teria tentado afogar outro cachorro comunitário — que sobreviveu e acabou adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil.
Polícia investiga além da violência
A Polícia Civil abriu inquérito e já cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas dos investigados. Além da agressão, há indícios de coação, ameaça e porte ilegal de arma. Três adultos também são investigados por participação indireta, acusados de tentar intimidar testemunhas.
Sociedade em xeque
O caso expõe uma ferida: adolescentes praticando atos de crueldade e recebendo punições que, segundo o governador, não refletem a gravidade dos crimes. “Que tipo de sociedade estamos formando?”, provocou Mello. A resposta, por enquanto, é amarga: uma sociedade onde um cachorro comunitário paga com a vida, enquanto seus agressores podem sair praticamente ilesos.
O recado final
E fica o alerta: se adolescentes já mostram esse nível de crueldade contra um cachorro, o risco não é só pros animais. É pra todo mundo. Hoje foi Orelha, amanhã pode ser qualquer um. A violência não é “fase” — é sinal de perigo real pra sociedade.
