Com a crescente possibilidade de o União Brasil aderir à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, decidiu deixar o partido após mais de três décadas de filiação. A saída, anunciada nesta terça-feira (27), busca preservar sua pré-candidatura à presidência da República em 2026 e abrir caminho para negociações com outras siglas.
Em entrevista à rádio Novabrasil, Caiado foi direto: “Já disse para o ACM Neto que estou procurando outro partido para me candidatar. Isso é uma realidade que não posso esperar mais. Eu vou até o fim, minha história de vida credencia isso”.
Crise e realinhamentos
O União Brasil, que lançou a pré-candidatura de Caiado em abril, nunca consolidou apoio interno ao projeto. A sigla enfrenta divisões e, em meio às tratativas de federação com o PP, ganhou força a ideia de apoiar Flávio Bolsonaro. Esse movimento fragilizou a posição de Caiado e acelerou sua decisão de buscar nova legenda.
Entre os partidos que demonstram interesse em recebê-lo está o Solidariedade, que recentemente se uniu ao PRD para superar a cláusula de desempenho. O presidente da sigla, Paulinho da Força (SP), articula a chegada do governador goiano.
Retorno ao sonho presidencial
Se conseguir legenda, Caiado disputará pela segunda vez o Palácio do Planalto. Em 1989, concorreu pelo extinto PSD e obteve 0,72% dos votos válidos, ficando em décimo lugar entre 22 candidatos.
Frente ampla conservadora
Caiado defende que o campo conservador lance múltiplos nomes contra o presidente Lula. “O que Lula quer é um candidato só. Como é que você enfrenta, com um candidato só, uma máquina de governo? Vamos ser realistas. É um governo sem escrúpulos, com uma máquina toda montada para explodir um candidato só”, afirmou.
No campo da direita, além de Flávio Bolsonaro, já estão postos Romeu Zema (Novo) e Aldo Rebelo (DC). O PSD também avalia lançar candidato próprio, com nomes como Ratinho Jr. (PR) e Eduardo Leite (RS) entre os favoritos.
