Um caso recente em Copacabana expôs novamente como o Brasil se tornou terreno fértil para criminosos internacionais em busca de impunidade. Na última segunda-feira (23), um peruano de 48 anos, com 19 anotações criminais, foi preso em flagrante após furtar a mochila de uma turista britânica de 73 anos dentro de um hotel na Avenida Atlântica. O homem já acumula registros desde 2009, sempre atuando na Zona Sul do Rio contra turistas e estabelecimentos comerciais.
Apesar do histórico extenso, o criminoso circulava livremente pelas ruas cariocas. Esse não é um caso isolado: a legislação brasileira, marcada por penas brandas e regimes de progressão rápida, atrai foragidos e reincidentes de outros países. O fenômeno é conhecido como “porta giratória da Justiça”, em que criminosos entram e saem do sistema prisional sem cumprir integralmente suas penas, criando um ambiente de insegurança e descrédito na lei.
Enquanto a polícia enxuga gelo, crimes contra turistas: furtos e golpes contra estrangeiros em pontos turísticos do Rio e São Paulo são recorrentes, afetando diretamente a imagem do país no exterior.
Estrangeiros atrás das brechas legais
Dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais mostram que centenas de estrangeiros cumprem pena no Brasil, muitos deles por crimes de furto, tráfico e falsificação. A fragilidade das leis e a política de desencarceramento do governo federal tornam o país atrativo para quem busca escapar de sistemas penais mais rígidos.
O episódio em Copacabana é mais um alerta: enquanto a legislação permanecer permissiva e a lei incapaz de conter reincidentes, o Brasil seguirá sendo visto como porto seguro para criminosos internacionais. A impunidade não apenas fragiliza a segurança pública, mas também compromete o turismo e a credibilidade do país no cenário global.
