‘Aborto não é método contraceptivo’, dispara Rodrigo Amorim em sessão da Alerj

Jefferson Lemos
Segundo o parlamentar, é “fundamental” que unidades de saúde exibam placas alertando mulheres sobre os riscos da prática (Thiago Lontra/Alerj)

O deputado Rodrigo Amorim (União) abriu sua fala no plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quarta-feira (25), com uma declaração contundente: “Aborto não é método contraceptivo, aborto é assassinato de crianças”.

A intervenção ocorreu durante a votação do Projeto de Lei 6.530/25, de autoria de Carlos Minc (PSB), que obriga maternidades, casas de parto e hospitais das redes pública e privada a afixarem cartazes informando às mães sobre seus direitos e os canais de atendimento da Defensoria Pública. Amorim elogiou a iniciativa, mas aproveitou para criticar a esquerda por não defender medidas semelhantes em relação ao aborto.

Segundo o parlamentar, é “fundamental” que unidades de saúde exibam placas alertando mulheres sobre os riscos da prática. Ele acusou adversários políticos de incoerência: “Defendem a vida de marginais, mas são os primeiros a apoiar o aborto”, afirmou, em referência a operações policiais que, segundo ele, retiram criminosos do convívio social.

O deputado Anderson Moraes (PL) fez coro ao colega, destacando que o Projeto é meritório, mas é necessário cautela. O parlamentar explica que a afixação excessiva de placas pode prejudicar os comércios que precisam de espaço físico para expor seus produtos

“É muito importante que a política e os políticos tenham consciência de que o que faz a economia girar, o que faz o imposto entrar, sem dúvida nenhuma — por mais raiva que algumas pessoas tenham —, é a iniciativa privada. O que desenvolve o país, o que faz com que as pessoas tenham emprego digno, sem dúvida nenhuma, é a iniciativa privada, o maior empregador deste país”, destacou.

Já Carlos Minc destacou que o projeto busca garantir acesso à informação para mulheres em situação de vulnerabilidade, especialmente em casos de guarda e adoção. O deputado lembrou que, apesar das garantias previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente e em normas do Conselho Nacional de Justiça, ainda há denúncias de descumprimento.

O texto foi aprovado em primeira discussão e seguirá para nova votação antes de ser encaminhado à sanção. Enquanto isso, o debate sobre aborto e direitos reprodutivos promete seguir incendiando os discursos no plenário da Alerj.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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