O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), publicou nesta terça-feira, 24, um decreto que cria a Secretaria Especial de Segurança Urbana, além de alterar a estrutura interna da Guarda Municipal. Trata-se de mais uma dentre várias mudanças já implementadas no projeto original da Força Municipal armada, na tentativa de enfim tirar os planos do papel. Desenhada para ir às ruas neste mês de março, a iniciativa já se tornou uma novela que se estende há mais de um ano, entre avanços e recuos, mas até aqui sem efeito na vida da população.
Os problemas aparecem em diferentes instâncias. Anunciada no discurso de posse de Paes para seu quarto mandato em janeiro de 2025, a Força Municipal enfrentou grande resistência na Câmara, onde o prefeito tem maioria, até ser aprovada com muito custo em junho do ano passado. Depois, teve diversas fragilidades jurídicas apontadas pela PF, o que o mandatário tenta sanar com as novas alterações.
Fato é que este é o grande projeto de Paes, de olho na eleição para governador, em outubro deste ano. Mas, até o momento, não teve o retorno esperado. Pelo contrário: fez muito barulho, não trouxe solução.
