Quando o assunto é pagar contas atrasadas, o prefeito de Búzios Alexandre Martins já tem solução pronta: abre a torneira dos royalties do petróleo. Em vez de planejamento, entrou em cena o velho método do “depois a gente vê”.
Nada menos que R$ 2.586.893,45 foram liberados em créditos suplementares, quase tudo bancado com dinheiro que deveria ajudar a cidade a pensar no futuro — mas que acabou servindo para apagar incêndios do passado. É o petróleo financiando a falta de organização.
Na prática, os royalties viraram um curinga orçamentário: quando a conta chega e o caixa não dá, chama o petróleo. Saúde, administração, despesas de exercícios anteriores… tudo resolvido com o mesmo combustível.
Enquanto isso, fica a pergunta que insiste em brotar: e quando o poço secar? Porque, do jeito que vai, planejamento segue sendo artigo de luxo — pago, claro, com dinheiro fácil.

