Flamengo vai à Justiça para salvar elenco e evitar que torcedor pague a conta do fim das bets

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Foto - Adriana Fontes/Flamengo

Rubro-Negro prevê perdas de até R$ 430 milhões e alerta para risco ao elenco, aos esportes olímpicos e ao planejamento do clube após proibição das apostas

O Flamengo entrou em campo, desta vez no Supremo Tribunal Federal (STF), para tentar evitar um rombo milionário em seus cofres. O clube quer barrar os efeitos da medida provisória do governo Lula que proíbe as bets no Brasil. O argumento é direto: o corte repentino de patrocínios ameaça o planejamento financeiro, pode comprometer a manutenção do elenco e, no fim das contas, prejudicar o torcedor.

O Rubro-Negro pediu para participar de ações que contestam a medida no STF, na condição de amicus curiae, ou seja, colaborador do debate jurídico. O pedido foi aceito pelo ministro Luiz Fux, que autorizou o clube a apresentar argumentos nos processos.

E o Flamengo não está falando de trocados. A diretoria calcula que o impacto financeiro da proibição pode chegar a R$ 430 milhões. Só com o patrocínio máster da Betano, o clube recebe R$ 268 milhões por temporada.

A preocupação vai além da camisa. Segundo o Flamengo, o dinheiro das apostas também ajuda a sustentar modalidades olímpicas, categorias de formação e atletas que dependem da estrutura esportiva do clube. A diretoria alerta que o corte abrupto pode comprometer projetos e até a preparação de atletas para os Jogos Olímpicos de 2028.

O torcedor pode acabar pagando a conta

Na prática, o temor é que a perda de receitas obrigue os clubes a rever investimentos. Isso pode significar menos dinheiro para contratações, dificuldades para renovar contratos e até a necessidade de negociar jogadores para equilibrar as contas.

O impacto não é apenas uma preocupação do Flamengo. Os clubes da Série A receberam cerca de R$ 1 bilhão em publicidade de casas de apostas em 2025, segundo levantamento citado pela Reuters. O montante representou quase 10% do faturamento recorrente das equipes.

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, estima que os efeitos diretos e indiretos da proibição podem provocar uma perda de até R$ 400 milhões para o clube em 2027.

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