Candidato do PL quer usar maioria no Congresso para aumentar penas contra bandidos e impedir que o Brasil se torne uma Venezuela
Flávio Bolsonaro (PL) quer usar a nova composição do Congresso para mudar a Constituição, endurecer o combate ao crime organizado e, segundo suas palavras, “redemocratizar o país”.
Em Goiânia, durante ato que oficializou o apoio de Ronaldo Caiado à sua candidatura, Flávio afirmou que a nova correlação de forças no Senado e na Câmara pode abrir caminho para mudanças que hoje enfrentam barreiras no Congresso.
“A gente tem maioria no Senado e na Câmara para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar esse país, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição.”
A agenda inclui redução da maioridade penal, penas mais duras e medidas contra facções criminosas, que, segundo o candidato, atuam com estrutura semelhante à de organizações terroristas, mas não recebem a mesma classificação jurídica.
Para Flávio, combater o crime organizado também significa impedir que bilhões de reais movimentados pelas facções deixem de estar nas mãos do Estado e da população para financiar o crime.
Mas foi ao falar sobre o futuro político do país que o candidato elevou o tom:
“Eu sou um empecilho hoje para esse país não virar uma Venezuela.”
E completou:
“Eu sou um empecilho hoje pro Brasil não cair nas mãos de grupos terroristas como o Hamas e Hezbollah.”
Flávio também criticou a aproximação do governo Lula com governos que considera autoritários, citando a Nicarágua.
A aposta agora é transformar a força conquistada pelo PL no Congresso em mudanças constitucionais e legais na segurança pública e em outras áreas. Para aprovar uma PEC, porém, serão necessários 308 votos na Câmara e 49 no Senado — o que exige alianças além da bancada do partido.
