O jogo virou. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, mandou suspender uma pesquisa que mostrava queda de Flávio Bolsonaro — e o motivo é grave: suspeita de manipulação.
A ação partiu do Partido Liberal, que acusou o instituto AtlasIntel de induzir respostas negativas contra o senador antes mesmo de perguntar em quem o eleitor votaria. Em outras palavras: a pesquisa poderia já estar “direcionada” desde a largada.
E tem mais. O próprio ministro apontou que esse tipo de pergunta simplesmente não existia em outras dezenas de pesquisas da mesma empresa. Coincidência? Para o TSE, isso levanta fortes indícios de quebra de neutralidade — regra básica de qualquer levantamento sério.
Pra piorar, o CEO da AtlasIntel ainda classificou o caso envolvendo Flávio como “extremamente grave”, dando combustível à suspeita de viés político. Resultado: o TSE viu risco real de influenciar o eleitor com um cenário possivelmente distorcido.
Mesmo já publicada, a pesquisa foi considerada perigosa o suficiente e precisava ser freada. O tribunal proibiu nova divulgação e quer explicações imediatas. A decisão ainda será votada pelo plenário — mas o recado já foi dado: quando a pesquisa parece jogo combinado, o apito pode parar a partida.
