Vereador Poubel cobra resultados e transparência na atuação da Força Municipal do Rio

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Poubel exige prestação de contas para população cobrar efetividade da Divisão de Elite da Guarda Municipal (Eduardo Barreto/Câmara Municipal)

Proposta exige disponibilização de relatórios mensais sobre as ocorrências da Divisão de Elite da Guarda Municipal

Os resultados iniciais da Divisão de Elite da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, em seus primeiros dias de operação, não passaram despercebidos pelo vereador Poubel (PL), que está cobrando mais eficiência e transparência da recém-criada Força Força Municipal de segurança pública. As críticas não ficam apenas no discurso, Poubel apresentou um projeto de lei para que a população carioca tenha amplo acesso às ocorrências.

Através do PL 1925/2026, Poubel pede a divulgação mensal de dados consolidados sobre as ocorrências atendidas pela Divisão de Elite da Guarda Municipal. Os resultados, até o momento não atendem ao investimento estimado em R$ 215,7 milhões em 2026: cinco prisões e dois adolescentes encaminhados à delegacia em nove dias de operação, segundo balanço divulgado pela própria corporação.

A proposta de Poubel determina que a Prefeitura do Rio publique, no Portal da Transparência, informações como o número total de ocorrências, a classificação por tipo de atendimento — incluindo patrulhamento preventivo, apoio a outros órgãos, trânsito e perturbação do sossego — além das regiões com maior incidência e comparativos com meses anteriores.

O vereador justifica que o projeto de lei é um avanço na transparência da gestão pública e no fortalecimento do controle social, ao permitir que cidadãos, pesquisadores e a imprensa acompanhem de forma mais clara a atuação da Guarda Municipal. A intenção é que a sistematização dos dados contribua para análises mais precisas e para a formulação de políticas públicas mais eficientes na área de segurança urbana.

Além disso, o texto autoriza a inclusão de análises técnicas e a divulgação de ações estratégicas adotadas pela Força Municipal, o que pode ampliar a compreensão sobre os desafios e resultados das operações realizadas.

“Essa Força Municipal foi criada para o projeto eleitoral do prefeito que deixou o cargo sonhando ser governador. Todos sabem disso. Mas eu vou continuar falando e cobrando porque sucatearam e desvalorizaram a Guarda Municipal por anos. O projeto de lei é para que toda a sociedade possa ver que estão torrando milhões de reais sem transparência, sem planejamento, sem resultados efetivos para os trabalhadores e famílias que clamam por mais segurança”, critica Poubel.

O vereador enfatiza que transparência é fundamental para melhorar a gestão e permitir que a sociedade acompanhe de perto o trabalho realizado. Ao cobrar dados claros e periódicos, ele acredita que o município terá que prestar contas e aprimorar as estratégias de segurança.

No total com segurança, a Prefeitura do Rio pretende gastar R$ 1,1 bilhão nesse ano eleitoral, um aumento de 35% em relação ao orçamento anterior. Entre 15 e 24 de março, a Força Municipal atuou em áreas como Rodoviária do Rio, Terminal Gentileza, Estação Leopoldina e Jardim de Alah. O relatório oficial, apresentado nesta terça-feira (24/03), destacou três casos: uma tentativa de roubo em ônibus na Cidade Nova e duas prisões por bicicletas furtadas na Zona Sul.

“Nada justifica o apelido de elite ou o peso milionário desse investimento. Estou de olho e vou cobrar para que o projeto de lei entre na pauta com urgência. O prefeito não deve satisfações a mim, mas ao povo do Rio”, conclui o vereador Poubel.

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