A semana promete corredores movimentados e plenários silenciosos no Congresso Nacional. O motivo é duplo: a reta final da janela partidária, que se encerra na sexta-feira (3), e o feriado da sexta-feira Santa, que reduz ainda mais o ímpeto para votações.
Na Câmara dos Deputados, o esvaziamento é absoluto. Não há sessões deliberativas convocadas, liberando os parlamentares para se dedicar às negociações de filiação, montagem de chapas e articulações regionais. O prazo é decisivo: desde 5 de março, deputados federais, estaduais e distritais podem trocar de legenda sem risco de perder o mandato — movimento que se tornou prioridade diante das eleições de 2026.
Já no Senado, a pauta é enxuta, mas carrega urgência. O destaque é a Medida Provisória 1.326/2025, que reajusta salários da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal e dos ex-territórios. O texto também amplia benefícios como auxílio-moradia e extingue cargos vagos no Executivo. O prazo constitucional é curto: se não for votada até quarta-feira, a MP perde validade.
Além disso, os senadores devem analisar o projeto do Superior Tribunal de Justiça que amplia a composição do TRF-5, com sede em Recife, de 24 para 27 desembargadores, e um acordo de cooperação científica e tecnológica entre Brasil e Tunísia.
