Esporte como política pública: o olhar transformador de Felipe Pampolha

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Felipe Pampolha, presidente da Suderj (DIvulgação)

Recém-chegado à presidência da Suderj (Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro), Felipe Pampolha traz para a autarquia um perfil de gestor moderno, com base no diálogo, na eficiência e na visão social do esporte. Empreendedor e ex-coordenador dos Centros de Referência da Juventude do Estado, ele inicia sua gestão com o desafio de fortalecer o sistema estadual de esporte, ampliando o acesso e a inclusão em diferentes territórios. Nesta entrevista, Felipe Pampolha fala sobre sua trajetória, os valores que orientam sua atuação e a importância do esporte como política pública transformadora.

1. Felipe, você vem do empreendedorismo, mas sempre com um olhar voltado para o social. Como essa combinação influencia sua forma de gestão pública?

O empreendedorismo me ensinou a enxergar oportunidades onde muitos veem obstáculos. Quando esse olhar se conecta à responsabilidade social, ele ganha outro sentido: o de transformar realidades. Na Suderj, essa mentalidade está presente em cada decisão, buscamos eficiência, mas também impacto humano. O esporte é uma das ferramentas mais poderosas para isso, porque gera pertencimento, autoestima e oportunidades.

2. Antes de assumir a Suderj, você coordenou os Centros de Referência da Juventude do Estado. Que aprendizados essa experiência trouxe para sua atuação atual?

Foi uma escola de gestão e empatia. Estar próximo dos jovens, principalmente em territórios vulneráveis, me fez compreender a importância de políticas públicas que dialoguem com o cotidiano das pessoas. Aprendi que o Estado precisa ser presença e não apenas promessa. Hoje, aplico essa vivência na Suderj, focando em promover ações que levem esporte e inclusão a quem mais precisa.

3. Você acaba de assumir a presidência da Suderj. Quais são as primeiras ações e prioridades nesse início de gestão, especialmente em espaços como a Vila Olímpica do Sampaio e o Complexo Esportivo da Rocinha?

Chego à Suderj com o compromisso de resgatar a força e o papel social do esporte no Estado. Nesse início de gestão, nosso foco tem sido reestruturar e revitalizar os equipamentos esportivos que têm grande impacto nas comunidades, como a Vila Olímpica do Sampaio e o Complexo Esportivo da Rocinha. Esses espaços são símbolos da política pública que funciona, aquela que aproxima o Estado das pessoas. Queremos devolvê-los à população com uma nova dinâmica, mais acessível, inclusiva e conectada à realidade local. É o primeiro passo de uma gestão que acredita no esporte como presença, cidadania e transformação.

4. A Suderj promove os Jogos Escolares Paralímpicos, que já se tornaram referência no calendário nacional de atividades paralímpicas. Qual é a importância desse evento, que terá nova edição em novembro?

Os Jogos Escolares Paralímpicos são motivo de orgulho para o Rio de Janeiro e um marco no calendário esportivo nacional. Promovidos pela Suderj, eles representam o compromisso do Estado com a inclusão, a diversidade e a valorização do paradesporto. É um evento que vai muito além da competição, é sobre superação, pertencimento e respeito. Ver jovens atletas de diferentes regiões participando com tanto entusiasmo é inspirador. A edição de novembro reafirma essa trajetória e consolida o Rio como um dos grandes pólos de desenvolvimento do esporte paralímpico no país.

5. O sobrenome Pampolha já tem história na política fluminense, especialmente com o conselheiro Thiago Pampolha, seu primo. Essa convivência influenciou de alguma forma sua trajetória?

Sem dúvida. O Thiago é uma referência de seriedade e compromisso público. Sempre acompanhei de perto sua dedicação e a forma como conduz o trabalho com equilíbrio e diálogo. Mas sigo meu próprio caminho, construindo uma trajetória que une empreendedorismo, gestão pública e compromisso com o social, princípios que também fazem parte da nossa história familiar.

6. A Suderj tem investido em reestruturação e novas parcerias. Quais são as prioridades da sua gestão?

Nosso foco é fortalecer o sistema estadual de esporte. Isso passa pela recuperação de equipamentos, apoio a projetos de base e estímulo a iniciativas que promovam inclusão e formação cidadã. Estamos construindo uma Suderj mais moderna, aberta ao diálogo com prefeituras, instituições e o setor privado. O esporte precisa de união de esforços para realmente gerar impacto.

7. A Suderj é uma instituição histórica, que faz parte do imaginário da população fluminense. Como você enxerga o papel dela no futuro do esporte do Estado?

A Suderj carrega um peso simbólico enorme. Ela faz parte da memória afetiva do esporte fluminense e representa décadas de conquistas, talentos e sonhos que nasceram sob sua estrutura. Nosso desafio agora é atualizar esse legado, fazer com que a Suderj volte a ocupar o lugar de protagonismo que sempre teve, mas com uma visão moderna e inclusiva. Queremos que ela seja reconhecida como articuladora da política esportiva do Estado, conectando projetos, territórios e pessoas. O esporte é investimento social e econômico, e a Suderj tem papel essencial nessa engrenagem que transforma vidas e fortalece comunidades.

8. Para encerrar, como tem sido esse novo desafio à frente da Suderj e que mensagem você deixaria para os jovens que acreditam no poder da transformação coletiva?

Assumir a presidência da Suderj é um desafio que me enche de entusiasmo e senso de responsabilidade. Agradeço ao governador Cláudio Castro pela confiança em me permitir liderar uma instituição tão simbólica e importante para o nosso Estado. Tenho chegado com energia e propósito, disposto a trabalhar muito para que o esporte volte a ocupar o espaço que merece nas políticas públicas. Aos jovens, eu deixo uma mensagem simples: acreditem que é possível transformar o lugar onde vocês vivem. O esporte ensina que a conquista vem com esforço, ética e união, e é com esses valores que quero conduzir essa nova etapa da minha vida pública.

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