Recesso? Que nada! Maduro cai e direita da Alerj faz festa com meme, ironia e deboche contra Lula

Jefferson Lemos
O deputado Márcio Gualberto (PL) apostou no humor ácido: uma fotomontagem de Lula vendado, algemado e segurando uma garrafa de aguardente, acompanhada da enigmática legenda “Nada direi, mas haverá sinais” (Reprodução)

Apesar do recesso parlamentar ainda estar longe de acabar, a prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, após ação dos Estados Unidos, incendiou o debate político no Rio de Janeiro. Deputados da direita da Assembleia Legislativa (Alerj) transformaram o episódio em espetáculo digital, enquanto a esquerda tentava em vão usar a bandeira da diplomacia para defender a ditadura.

O espetáculo da direita

Filippe Poubel (PL) foi rápido no gatilho: postou imagens da captura de Maduro e ainda ressuscitou um vídeo antigo de um venezuelano relatando que o povo recorria a comer cachorro para sobreviver.

Marcelo Dino (União Brasil) preferiu a ironia, sugerindo que agora seria hora de postar fotos de Lula com Maduro, já que em época eleitoral isso seria “crime contra o estado democrático de direito”.

Márcio Gualberto (PL) apostou no humor ácido: uma fotomontagem de Lula vendado, algemado e segurando uma garrafa de aguardente, acompanhada da enigmática legenda “Nada direi, mas haverá sinais”.

Rodrigo Amorim (União) decretou que “agora sim o povo venezuelano está em paz” e aproveitou para zombar da militância esquerdista brasileira, convocando os “jovens de 45 anos que moram com a avó” a se alistarem contra o imperialismo americano.

Alexandre Knoploch (União) exibiu vídeo da população derrubando uma estátua de Maduro e disparou: “Incrível que só a esquerda não enxergue isso”.

“Maduro e sua quadrilha deveriam ter um julgamento igual ao que eles dão para seus opositores”, ironizou a vereadora carioca Alana Passos (PL), ao comentar a possibilidade de prisão perpétua ou até pena de morte. “Isso, sim, seria justo!”

Já Índia Armelau (PL) comemorou a prisão, mas não perdeu a chance de cutucar Lula, lembrando que os brasileiros enfrentam preços cada vez mais altos de combustíveis e gás de cozinha.

O tom da repercussão

Enquanto a esquerda insiste em falar de “solução diplomática” para defender ditador, a direita da Alerj prefere memes, sarcasmo e convocações para batalhas imaginárias contra o imperialismo.

O episódio virou combustível político e mostrou que, mesmo em pleno recesso, os deputados fluminenses não resistem a transformar crise internacional em espetáculo doméstico — com direito a ironia, deboche e muito teatro digital.

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Jefferson Lemos é jornalista e, antes de atuar no site Coisas da Política, trabalhou em veículos como O Fluminense, O Globo e O São Gonçalo. Contato: jeffersonlemos@coisasdapolitica.com.br
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